Pós-eleição - O candidato que não se elegeu


Na política, nenhuma vitória ou derrota é definitiva

Isto não é nenhum conforto maior, mas de qualquer forma, você travou um contato direto com a realidade: em eleições as derrotas são mais prováveis e comuns que as vitórias. Além disso, você fez campanha, tendo elementos concretos para aprender com a experiência e ser um candidato mais competitivo na próxima.
Se o candidato disputou a eleição e não se elegeu, mesmo assim “conquistou fichas” e garantiu lugar na mesa de jogo
Mas, voltando à questão que interessa mais, se você não se elegeu é preciso primeiro esclarecer se você disputou para se eleger ou com outro objetivo. Sim, porque a maioria das pessoas que disputa a eleição sabe que não vai se eleger e busca, com a campanha, um outro objetivo. Para alguns, no limite inferior da possibilidade, trata-se de uma ajuda ao partido para “garimpar” mais alguns votos para a legenda.
Para outros, trata-se principalmente de usar a campanha para tornar se conhecido, ampliar o leque das relações e apoios, com vistas a disputar mais adiante outra eleição, esta então para valer. Para outros ainda trata-se prioritariamente de permanecer em evidência, manter seus cabos eleitorais e fazer uma votação que, embora não seja suficiente para elegê-lo, é o bastante para negociar posições dentro do partido ou do governo.
A pergunta para estes, então é: você atingiu seu objetivo? Se a resposta for afirmativa, mesmo não tendo se elegido, o candidato em questão “ganhou”, isto é, alcançou o objetivo que buscava. Portanto, como se pode perceber, mesmo os que não se elegem podem conquistar avanços e recursos políticos importantes, desde que encarem a disputa como um episódio de uma carreira que vai continuar.   
Não fosse assim, poucos, muito poucos, se disporiam a disputar eleições. Usando a analogia do jogo, se você disputou a eleição e não se elegeu, mesmo assim você “conquistou fichas” e garantiu seu lugar na mesa de jogo. Na política, ninguém ganha sempre e ninguém perde sempre, o que importa é ter “fichas” para continuar jogando.
Para estes, a preocupação fundamental, após a eleição, é fazer o seu “balanço”:
Quais as “fichas” que ganhou (cabos eleitorais, associações, clubes, bairros, posições no partido etc);
qual a reputação que firmou na área temática (foco) em que concentrou a campanha, e que poderá fazer que se torne uma autoridade reconhecida sobre o assunto seja dentro do partido ou mesmo na sociedade;
O que fazer com as “fichas” e reputação obtidas? São suficientes para negociar posições no governo ou no partido? Se o forem, poderá ocupar posições tanto pessoalmente como por meio de pessoas de sua confiança;
Como preservar suas “fichas” na “baixa estação”, isto é, nos próximos anos quando não houver eleição. Se o seu partido está no executivo (estadual,municipal ou federal) você pode agir como um intermediário entre eleitores seus e o governo. Em qualquer hipótese, você vai querer manter contato com as pessoas que o apoiaram e que votaram em você. Malas diretas, visitas, reuniões, palestras, encontros sociais, são valiosas oportunidades para preservar e ampliar seu capital político para futuras disputas;

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