Fazer o que é possível e não fazer o que é o ideal fazer

Tenho batido muito na tecla do dualismo que existe entre o ideal e o possível. Não é falta de assunto, mas a necessidade de esmiuçar ao máximo esse tema. Vocês não têm ideia do quanto de e-mails, mensagens via orkut que recebemos de pessoas que se sentem desesperadas por não conseguirem estudar o quanto julgam ser necessário para a aprovação.

Preocupam-se com o número de horas, com as cobranças da família, com o tempo que esse projeto de vida está durando para torná-lo exequível. Muitos escrevem e-mails pedindo ajuda porque estão deprimidos. Muitos desenvolvem gastrite e somatizam doenças. Outros apenas têm dores no corpo porque ficaram muitas horas estudando.

O fato é que entre o ideal e o possível existe um abismo. Muita gente gostaria de não ter problemas, não ter de enfrentar dificuldades para encarar o projeto de estudos. Como não consegue, começa a se martirizar, sente-se culpado(a) por não estar conseguindo seguir aquele planejamento inicial. Começa a ter raiva de quem já foi aprovado e de quem tem “mais tempo” para estudar. Nesse último caso, eu me refiro à clássica queda de braço entre aqueles que somente estudam e os que trabalham e estudam. Como já escrevi sobre o assunto no passado, vou remetê-los à leitura do referido artigo para não cansá-los.

Além disso, aquela miragem que criamos do que seria ideal para ter êxito nos concursos nem sempre corresponde à realidade. Muitas das vezes, julgamos que ler um determinado livro na sua integralidade seria o passaporte certo para a aprovação. Contudo, às vezes, lemos a tal obra e percebemos que ela pode ser boa, mas faltou alguma coisa. Pode acontecer de existir a necessidade de ler um livro complementar.

O fato é que nós queremos controlar absolutamente todas as variáveis de nossas vidas, o que nem sempre é possível. Desejamos ter resultados concretos e para ontem, mas não podemos influenciar de maneira tão incisiva. Por isso, precisamos entender essas dinâmicas da vida. Precisamos parar de pensar que a vida do outro concurseiro, do aprovado antes de nós é melhor que a nossa. Ele também sofreu como você sofre. Você só não sabe disso.

A vida de ninguém é perfeita. Nem a sua nem a dos colunistas do blog, pode ter certeza disso! (risos) Os problemas mudam, mas todos temos dilemas, desafios a enfrentar. O que muda em nós é como encaramos tais situações.

Resumo da Ópera – Se você está procurando melhorar nesse quesito, já deu um grande passo. O sofrimento agudo é um grande impossibilitador dos estudos. Precisamos ter calma – o que nem sempre é fácil – mas sempre pensando que estamos fazendo o melhor que podemos. Quando estivermos prontos, o resultado aparecerá. Parafraseando Renato Russo: “Quem acredita sempre alcança”.
RAQUEL MONTEIRO é uma legítima concurseira carioca.

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