É 2011



ano
Não se trata de romper apenas mais um ano: raiamos o segundo ano da segunda década do século 21.
Pode ser um déjà vu renitente, mas, parece que no ano passado celebramos a virada do século e o primeiro ciclo dele já se foi: estamos na segunda geração do terceiro milênio.
O mundo continua administrando as mesmas adolescências geopolíticas inauguradas no século passado: persistem os conflitos militares entre os EUA e o Oriente Médio, turbinados por 11 de setembro de 2001.
Árabes e israelenses ainda patrocinam a instabilidade das suas respectivas vizinhanças e as ajudas humanitárias à África ainda se transformam em armas e munições que patrocinam as sanguinárias guerras tribais daquele continente.
A América Latina, salvo o Brasil que tateia seguridade, ainda rumina estabilidade econômica precária acostada a um proto-esquerdismo embalado com um antiamericanismo púbere. O ditador venezuelano Hugo Chávez, e o cocalero boliviano Evo Morales desfraldam o estandarte do movimento.
Os EUA, com fadiga de material debitada aos oito anos de Bush, cujo conservadorismo belicoso extrapolou o limite neurologicamente aceitável do imperialismo médio norte-americano, guinaram ao vértice oposto e, na esteira da crise econômica, elegeram o primeiro negro para lhes presidir a Federação.
Barack Obama, todavia, ainda não se desincumbe bem da tarefa e amarga índices de popularidade tão inexpressivos quando os do seu antecessor.
Enquanto isto, o regime socialista de Cuba declina com a doença do comandante em chefe da revolução, Fidel Castro, que passou a empunhadura ao seu irmão Raul Castro, que embora tente uma mal velada mudança de rumo, não navega a tento uma nau fora de prumo no mar caribenho.
O Brasil vive uma evolução virtuosa: elegemos um líder operário para presidente e, ainda no alvissareiro crepúsculo destes primeiros passos, rompemos um tabu que começa a se finar no mundo: elegemos uma mulher para presidir a República.
Lula e Dilma Rousseff representarão, no século 21, os meios através do quais inauguramos um caminho sem volta para a maturidade democrática.
O brasileiro escolheu um viés sistematicamente moderado para a linha sócio política da República. Não importa que o governante seja de esquerda ou de direita, desde que faça um governo de centro: não nos chegamos aos extremos.
Reunimos, como uma das maiores democracias do mundo, todos os elementos para romper as equações que nos desafiam: distribuição de renda e implementação dos serviços sociais, aí contidos, no mais amplo sentido conceitual, educação, saúde e segurança pública.
Com estes encaminhamentos, a infra-estrutura necessária para alcançarmos o patamar de potência econômica que se vislumbra, estará providenciada. Temos, portanto, um porvir que nos sorri.

FONTE: PARSIFAL PONTES

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