NO TAPA -Lutadores de MMA podem 'acertar as contas' fora do octógono


Lutadores de MMA podem 'acertar as contas' fora do octógono
Brasil, Antônio Pezão não conta o que é, mas diz ter uma "dívida a acertar" com Thiago Silva, seu ex-amigo e ex-companheiro de treinos na American Top Team (ATT). Por isso, pelo Twitter, desafiou o compatriota a subir dos meio-pesados (até 93kg) para os pesados (até 120kg) para enfrentá-lo, logo após a vitória dele sobre Rafael Feijão no TUF Brasil 2 Finale, em Fortaleza. Na coletiva de imprensa pós-evento, Thiago respondeu que aceita a luta, com a condição de que Pezão desça de divisão, e disse que "batia nele como se fosse uma cachorrinha" na época em que treinavam juntos na ATT. E o paulista foi além na provocação por meio de uma mensagem de texto e o chamou para um "acerto de contas" fora do octógono, conforme revelou Pezão:

- Eu prefiro não comentar o que é. Ele sabe o que é, tem consciência. Eu o considerava muito amigo meu, era uma pessoa de quem eu gostava muito, gostava de treinar com ele e confiava muito no Thiago. Infelizmente ele fez o que fez, mas prefiro não comentar, porque lá no coração ele sabe o que é. Se a gente tiver que lutar, vai lutar e resolver lá dentro do octógono. Ele, inclusive, já me mandou mensagem que nem criança querendo resolver a coisa fora do octógono. Mas sou profissional, a lei dos EUA é muito forte. Eu não iria me prejudicar por um cara como ele. Ele falou que eu sabia onde ele morava e que, se quisesse resolver, ele estaria me esperando. A primeira coisa é que eu iria perder meu emprego. Não brigo na rua, sou profissional, não sou maluco - disse o peso-pesado em entrevista ao Combate.com.

Pezão negou que o desafio tenha sido motivado também pelo fato de Thiago ter nocauteado Feijão, que é seu companheiro na Team Nogueira, e afirmou que a vontade já existia há tempos:

- Eu já tinha vontade de ter feito isso há mais tempo, mas não cheguei a fazer. Muita gente está pensando que é porque estou sentido por ele ter ganhado do Feijão, que é da equipe (Team Nogueira), mas nada a ver. Tanto que tenho um amor muito grande pelo Minotauro, infelizmente ele perdeu para o Werdum, e logo em seguida dei os parabéns para o Werdum por mensagem privada. Nada a ver, somos profissionais, temos que saber aceitar. Ele (Werdum) respeitou e venceu a luta. Não é por isso que vou chamar o Werdum para a luta, até mesmo porque nem gosto disso. Acho que é a segunda vez que faço isso. A primeira foi contra o Overeem, e agora o Thiago. Foi só porque eu já estava com essa vontade há muito tempo e, vendo a marra dele, o jeito dele de ser, desrespeitando o outro atleta... Tem que haver respeito entre os atletas sempre. Eles lutam pelo pão de cada dia, abrem mão de muita coisa para treinar. Aí vi aquela falta de respeito e me deu vontade.

A vontade de enfrentar o atleta da Blackzilians é tão grande que Pezão, mesmo pesando até mais do que 120kg no dia a dia, vai correr atrás de médicos para ver se consegue descer para 93kg. O paraibano disse que dava muito trabalho ao desafeto quando eles treinavam juntos:

- Descartar não vou. Vou passar para o médico especialista para saber se tenho condições de fazer essa perda de peso sem me prejudicar. É muito mais fácil ele manter o peso dele. Ele pesa de 230 a 235 pounds (entre 104kg e 107kg), é um peso-pesado natural e baixa para lutar. Tantos outros atletas já lutaram em categoria mais pesada, Anderson Silva, Dan Henderson, Randy Couture... É mais uma desculpa para não querer lutar. Ele falou que eu apanhava dele igual cachorrinha. Acho que ele se esqueceu das vezes em que eu colocava ele para baixo e o pegava no triângulo de mão o tempo todo. Ele gosta de mídia e está precisando disso. Foi pego no antidoping por maconha, então está precisando. Eu vou fazer meu trabalho, passar em um médico e ver se consigo perder o peso. Se disserem que eu consigo, vou fazer esse sacrifício.

Após a derrota para Cain Velásquez no UFC 160, Pezão tirou duas semanas de descanso e vai voltar a treinar nesta segunda-feira. Ele diz que estará pronto para lutar novamente em dois meses e se colocou à disposição da organização. Apesar de ainda contestar a paralisação do árbitro Mario Yamasaki, Pezão garante que o revés é página virada:

- No começo foi bastante difícil, porque tive um treinamento de nove semanas. Você faz o investimento para trazer atletas, e o custo é muito alto com alimentação, transporte, hotel. Então, no começo foi frustrante para mim, mas faz parte do esporte, a gente tem que saber aceitar tanto a vitória quanto a derrota. Infelizmente não foi da forma que eu pensava. Eu poderia ter continuado na luta. Não sei se o resultado seria outro, mas eu tinha condições de lutar. Infelizmente o Yamasaki interrompeu. Agora é levantar a cabeça, isso faz parte do passado.

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