SINJOR /PA NÃO RESPEITA DECISÃO DO STF E NÃO ACEITA FILIAÇÃO DE JORNALISTAS SEM DIPLOMA

Mesmo depois da decisão do STF, que foi favorável na questão dos Jornalistas sem Diploma poderem atuar de forma legal. O SINJOR/PA, não abriu mão em filiar os profissionais que atuam a décadas na IMPRENSA da região, levando informação a sociedade do Oeste Paraense.
Uma falta de respeito não só com os legítimos profissionais de Imprensa mais também com a decisão do Supremo Tribunal Regional que determinou a legalidade da atuação dos profissionais. 
Em conversa ainda pouco com um conceituado jornalista de santarém, o interrogamos a possibilidade de podermos nos filiar no sindicato dos Jornalistas do estado do Pará. Em resposta a nossa pergunta ele nos explicou que atualmente, existe uma comissão tentando organizar um evento no intuito de organizar o SINJOR regional, para depois disso fazerem uma filiação em massa principalmente para Jornalistas diplomados.
Segundo o informações do Jornalista recentemente se formaram quatro turmas em Santarém e o Sindicato em Belém não aceita filiar Jornalistas sem diploma.
Conforme a lei quem não tem diploma e possui registro e trabalha em Santarém, poderia se filiar ao tal SINJOR, mais o fato é que mesmo com uma decisão do STF o Sindicato acompanha a determinação da FENAJ.
Segundo informações repassadas pelo Jornalista, quem não tem diploma de Jornalista e quer se filiar ao Sindicato, tem que ir até a capital do estado, procurar o SINJOR e se eles não aceitarem o caminho é procurar a justiça. 
FALTA DE RESPEITO COM A LEI 
Essa posição do SINJOR e nada mais nada menos que uma afronta a uma decisão do Supremo Tribunal Federal.  Jornalistas que não cursaram uma faculdade, não estão em momento algum tirando méritos de quem tem diploma. SINJOR.
O editor deste site conclama aos profissionais que busquem seus direitos para que eles sejam respeitados, e definitivamente este Sindicato não nos representa. Queira ou não o SINJOR terá que nos  engolir. 
Fonte : ELIAS JUNIOR NOTÍCIAS 
Veja abaixo um artigo publicado pelo Site Carta Capital : 
Por :  Gianni Carta — publicado 01/12/2011 16:54, última modificação 24/12/2011 11:24
Como definir o jornalista? “Qualquer um que fizer jornalismo”, responde o escocês Andrew Marr no seu livro My Trade (Pan Books, 2005, 300 págs). Jornalista de mão cheia, ex-editor do diário The Independent e da Economist, Marr diz quem são as pessoas mais propensas a mergulhar no jornalismo: “bêbados, disléxicos e algumas das pessoas menos confiáveis e mais perversas da Terra”.
Mas há consolo no livro de Marr, consagrado à história do jornalismo britânico. “Tirando o crime organizado, o jornalismo é a mais poderosa e agradável antiprofissão”.
Marr, de 51 anos, causaria um grande alvoroço no Senado brasileiro. Por dois motivos. Primeiro, porque sua ironia seria levada a sério pela maioria dos senadores. Em segundo lugar, Marr formou-se em Letras.
E aí mora o problema.
Marr, iconoclastia à parte, não seria considerado um jornalista pelos senadores brasileiros pelo fato de não ter estudado jornalismo.
O Senado acaba de aprovar uma proposta de emenda constitucional para tornar obrigatório o diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. Haverá outra votação no Senado. Se a emenda for aprovada será analisada pelos deputados.
Claro, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubará a medida (se aprovada pelos deputados). Em junho de 2009, vale recapitular, o STF acabou com a exigência do diploma para jornalistas. A norma era incompatível com o princípio de liberdade de expressão.
Mas o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta, não concorda com o STF. “Todas as profissões têm o seu diploma reconhecido, menos o diploma de jornalista, o que é uma incoerência, uma distorção na legislação brasileira”, declarou.
E senadores, precisam de diploma? Nenhum.
Basta ter nacionalidade brasileira e mais de 35 anos de idade. Na França qualquer deputado graduou-se no mínimo em ciências políticas. E isso fica claro nos discursos na Assembleia Nacional e no Senado. Lá fala-se em ideologia partidária, entre outros temas aqui ignorados.
E aqui aproveito para fazer uma sugestão: já que jornalistas precisam, segundo os senadores, de diploma, por que não aplicar a mesma proposta para os senadores brasileiros? Os debates, quiçá, se tornariam mais fecundos.
Certo é que, de forma geral, os colegas formados por universidades de jornalismo a pipocar Brasil afora, quase todos a trabalhar para a mídia ultraconservadora, não têm contribuído para melhorar o nível da mídia.
Os grandes diários brasileiros, com colegas com canudo de jornalista ou não, são ilegíveis. Por exemplo, um dos destaques da Folha de São Paulo na quinta-feira 1º é que a apresentadora Fátima Bernardes “deve deixar a bancada do ‘Jornal Nacional’”. Ela estaria “cansada”.
Eis a questão: o nível das escolas de jornalismo é baixo, ou seriam os patrões que limitam o trabalho de apuração dos repórteres – e principalmente dos colunistas? Seriam as duas coisas? Como dizia o grande jornalista italiano Enzo Biagi (outro que não tinha diploma de jornalista): “Meus únicos patrões sempre foram meus leitores”.
Nos Estados Unidos e na Europa o canudo de jornalista não é necessário para exercer a profissão. Basta um diploma, isto é, uma especialização. Lá é comum estudantes com ambições jornalísticas trabalharem nos jornais das universidades enquanto se formam em história, ciências políticas, economia, etc. Na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, por exemplo, alunos de diferentes departamentos trabalham no excelente diário Daily Bruin, distribuído gratuitamente no campus e nos bairros em torno de Westwood, onde fica a UCLA.
Na França e no Reino Unido ninguém precisa de diploma de jornalista para trabalhar na mídia. Marr, que especializou-se em literatura inglesa em Cambridge, oferece: “Tudo que o jornalista precisa é ser curioso e saber farejar uma boa história. E mesmo dominando a gramática, só se aprende a escrever escrevendo”.
Vale acrescentar: o jornalismo se aprende indo à rua. “É preciso tirar a bunda da cadeira”, martelava Reali Jr.
O repórter tem de continuar a praticar esse método inclusive para entender o que escreve. Precisa usar os fatos com honestidade, mas ao mesmo tempo tem de entender que o jornalismo tem seus limites, não é uma ciência. Ah, e sempre que possível o senso de humor ajuda. O diploma de jornalista só serve para enfeitar parede.

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