Sob a fúria do vento

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As autoridades filipinas ainda não chegaram ao número exato da destruição causada pelo tufão Haiyan, que alcançou 240 km/h e castigou, na sexta-feira (8), a costa do país.
Na cidade de Tacloban, a mais solapada pelo tufão, estima-se em 10 mil o número de mortos. Em Basey, até ontem (10), haviam sido encontrados 300 cadáveres e estima-se em 2 mil o número de desaparecidos. Segundo o último balanço do governo, cerca de 480 mil pessoas estão desalojadas e 4 milhões foram afetadas, direta ou indiretamente, pelo Haiyan.
> O pós apocalipse
Se os números estimados forem confirmados, e infelizmente catástrofes dessa magnitude extrapolam as estatísticas, o Haiyan passa a ser a maior tragédia da espécie do século 21.
Diferente do dito, depois da tempestade não vem a bonança. O desespero dos sobreviventes, em busca de comida ou de entes queridos, faz com que as cidades atingidas vivam um pós apocalipse: a violência toma corpo, obrigando o que restou de ordem institucional a decretar estado de sítio.
A desgraça que se abateu sobre a costa filipina, declara Sebastian Stampa, chefe da equipe da ONU, só não é maior que o tsunami que castigou o Oceano Índico, em 2004.
Que Deus receba os mortos e tenha piedade dos sobreviventes.
Para ver algumas fotografias da tragédia, clique aqui.

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