quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Entre o encardido e o abaçanado

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O cientista político Marco Antonio Teixeira, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), arrisca que a eleição de 2014 para presidência da República deverá selar o fim da polarização PT/PSDB no Brasil.
O juízo de Teixeira se elabora na provável chapa pura do PSB, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no andor e a ex-ministra Marina Silva carregando o santo, na condição de candidata a vice-presidente.
> Há controvérsias
É um juízo provável, mas controverso. Embora o senador Aécio Neves (PSDB) patine ao norte e ao sul em um patamar sofrível para a tamanho da disputa à qual se coloca, Eduardo Campos não tem envergadura para romper a polarização PT/PSDB nem que Marina Silva lhe coloque nos ombros.
Não creio ainda que o fato de Marina Silva compor a chapa de Campos seja um catalizador da necessária envergadura da cabeça da chapa.
Marina Silva vale o que pesa quando está sozinha: colocando-a como vice, para se valer dela como um quê de candidata moral, não surte tutano suficiente a Campos para romper a polarização da qual o Brasil é acometido há quase 16 anos.
> Oposição anêmica e udenista
A presidente Dilma é a franca favorita da sua própria sucessão pela anemia da oposição, que se quedou ao udenismo, sem intuir que o eleitor, ao que se mostra, não trata a eleição com juízo exclusivo na saga falso moralista da oposição: embora ele aprove exemplar punição à corrupção, não estabelece correspondência indestrutível com o sujeito ativo, ou passivo dela a ponto de influenciar em uma eleição presidencial.
Portanto, ainda em 2014, creio que veremos o encardido falando do abaçanado, e o eleitor deverá escolher, preferencialmente, entre um e outro, e a terceira via deverá acabar na terceira posição.

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